segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mataram o chefe do bando na Catalunha

Oficial. Polícia catalã abate principal suspeito do ataque nas Ramblas

Este é o suspeito do ataque nas Ramblas, Younes Abouyaaqoub
As autoridades catalãs confirmaram que o homem abatido é Younes Abouyaaqoub
Foi confirmado oficialmente que o homem abatido pelas autoridades, esta segunda-feira, em Subirats, localidade a 50 quilómetros de Barcelona, é Younes Abouyaaqoub, principal suspeito do ataque com uma carrinha nas Ramblas, na passada quinta-feira, que matou 13 pessoas.
Os Mossos d'Esquadra informaram inicialmente que havia uma operação policial em Subirats e, posteriormente, que um homem havia sido abatido. Agora, foi confirmado que se trata mesmo do jovem que era procurado pelas autoridades.

As autoridades catalãs, que têm agora helicópteros a sobrevoar a área, procuram perceber se Younes tinha algum cúmplice. Daí que os Mossos peçam às pessoas para não divulgarem imagens dos postos de controlo nas redes sociais ou qualquer outro espaço da Internet.
A polícia catalã informou que o suspeito na operação policial de Subirats tinha um cinto de explosivos e que foi abatido. Mas não indicou imediatamente se o caso tinha relação com os ataques levados a cabo na semana passada em Barcelona e Cambrils, no qual morreram 15 pessoas.
No entanto, divulgou que uma brigada de minas e armadilhas estava a verificar com o auxílio de um robô se os explosivos são autênticos. A EFE, que cita fontes da brigada antiterrorista, afirma que o cinto de explosivos que vestia o homem abatido era falso.
As autoridades montaram postos de controlos e pedem que ninguém se aproxime do local onde foi morto o homem.
As autoridades pedem que ninguém se aproxime do local onde foi abatido o homem.
O La Vanguardia, que começou por dizer que Younes Abouyaaqoub tinha sido detido em Sant Sadurní d'Anoia, a 11 quilómetros de Subirats, avança agora que foi abatido.
Ainda antes da confirmação dos Mossos d'Esquadra, o El País dizia que um cidadão terá avisado as autoridades para a presença de alguém suspeito naquela localidade. Uma patrulha ter-se-á deparado com um homem com um cinto de explosivos e terá disparado. O El Mundo, por seu lado, indicava que o homem tinha traços semelhantes aos do suspeito do ataque nas Ramblas e que foi abatido ao gritar "Ala Akbar".
Governo e polícia catalã confirmaram hoje que as buscas se concentravam em Younes Abouyaaqoub, o alegado condutor da carrinha que matou 13 pessoas nas Ramblas, artéria central de Barcelona.
"É perigoso e pode estar armado", indicaram os Mossos d'Esquadra no Twitter. A polícia catalã revelou quatro imagens deste homem e lançou um apelo à população, para que contacte as autoridades em caso de ter alguma informação que possa ajudar na investigação e na caça ao homem. Além do aviso de que o suspeito é perigoso e pode estar armado, consta a informação de que "tem aparência física normal", mede cerca de 1,80 metros, usa cabelo curto, tem pele escura e pode ter barba.
O conselheiro do Interior do governo da Catalunha afirmou que este marroquino é o autor material do ataque e que recai sobre ele um mandado internacional de busca e captura. Joaquim Forn admitiu que, apesar de não existirem indícios de que Younes Abouyaaqoub já tenha saído da Catalunha, as autoridades coordenaram-se com as forças policiais europeias e que o suspeito é atualmente procurado em toda a Europa.
As autoridades confirmaram que o suspeito fugiu das Ramblas através do mercado de la Boquería e que foi a pé até à zona universitária

Mateus é um craque.

Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017.
Santo do dia: São Pio X, Papa; Beata Vitória Rasoamanarivo, viúva
Cor litúrgica: branco
Evangelho do dia: São Mateus 19, 16-22
Primeira leitura: Juízes 2, 11-19
Leitura do Livro dos Juízes:

Naqueles dias: 11Os filhos de Israel fizeram o que desagrada ao Senhor, servindo a deuses cananeus. 12Abandonaram o Senhor, o Deus de seus pais, que os havia tirado do Egito, e seguiram outros deuses dos povos que em torno deles habitavam, e os adoraram, provocando assim a ira do Senhor. 13Afastaram-se do Senhor, para servir a Baal e a Astarte. 14Por isso acendeu-se contra Israel a ira do Senhor, que os entregou nas mãos dos salteadores que os saqueavam, e os vendeu aos inimigos que habitavam nas redondezas. E eles não puderam resistir aos seus adversários. 15Em tudo o que desejassem empreender, a mão do Senhor estava contra eles para sua desgraça, como lhes havia dito e jurado. A sua aflição era extrema. 16Então o Senhor mandou-lhes juízes, que os livrassem das mãos dos saqueadores. 17Eles, porém, nem aos seus juízes quiseram ouvir, e continuavam a prostituir-se com outros deuses, adorando-os. Depressa se afastaram do caminho seguido por seus pais, que haviam obedecido aos mandamentos do Senhor; não procederam como eles. 18Sempre que o Senhor lhes mandava juízes, o Senhor estava com o juiz, e os livrava das mãos dos inimigos enquanto o juiz vivia, porque o Senhor se deixava comover pelos gemidos dos aflitos. 19Mas, quando o juiz morria, voltavam a cair e portavam-se pior que seus pais, seguindo outros deuses, servindo-os e adorando-os. Não desistiram de suas obras perversas nem da sua conduta obstinada.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Mas num dá uma dentro!


Ronaldo Fenômeno não aprende

Juca Kfouri





Opinião

OVOS, VIRADOS

MARLI GONÇALVES

A mais nova arma não letal que vem sendo usada aqui para expressar desagrado e beicinho é geometricamente perfeita. Não para em pé, verdade, mas seu formato, exatamente nele inspirado, o oval, é bonito e serve bem para um monte de coisas. Se fresquinhos, recém-postos, postura; se no ninho, ninhada; na panela, se vira todo.


Frágil, delicadinho, o ovo está sempre no meio das polêmicas. Já começa do princípio de sua própria existência. Quem nasceu primeiro? O ovo ou sua mãe? A galinha? A pata? Ovos de quê? A humanidade se depara com suas grandes questões. Seria a Terra oval? - perguntaram-se até os conquistadores, abrindo aí dissidência histórica com o redondo, com o quadrado, isso sem esquecer o retângulo, ou o losango e suas arestas.


Para ficar em pé precisa de suporte. Para chocar precisam ser aquecidos.


Sua geometria, contudo, faz com que, atirado, voe célere pelos ares se partindo no alvo, esparramado, esbanjando seu amarelo e branco pegajoso. Andam voando para cima de quem se apresenta fora da hora para a missão impossível que se torna a cada dia o quadro eleitoral a se definir ano que vem. Homens públicos ressuscitarão o hábito de usar elegantes e bem dobrados lenços de pano em seus bolsos. Talvez se ressuscite também o galante que o oferece a uma mulher que chore ao seu lado, ou que dele necessite que seja estendido sobre uma poça de água.


Ovo jogado dá boa foto, vira notícia. Só precisa ter bastante cuidado para carregar o armamento, que pode fazer estrago se quebrado, rompido dentro da bolsa. Aí mostra seu pequeno, mas porcalhão, potencial ofensivo. Não é bomba que estoure no colo. É arma infantil.


Por aqui o bombardeio é assim leve, embora gaste alimento tão nutritivo. Certo que ele tem fases: épocas em que é execrado, bandido, vilão, assassino silencioso. No momento, pelo menos nesse sentido, os ânimos estão apaziguados e até indicado está sendo para fortalecer o corpo, fonte de nutrientes, proteínas, e sabe-se lá mais quanta coisa que aparece a cada dia, impressionante, para elogiá-lo. Coma pelo menos um ao dia. Já apareceu quem coma mais de 30 para ficar fortinho – mas esses dizem que separam a gema – ficam só com a clara.


Do branco ou do caipira. O preço está pela hora da morte.


Cozido, frito, mexido, batido, cru, mole, duro – é dinâmico esse moço dentro da sua casquinha. E, se do limão faz-se a limonada, dele os políticos fazem um omelete quando se mostram coitadinhos indignados pela perseguição de um desses elementos dos quais tentam sempre se esquivar, e que tanto os humilham.


Ovos voam em todas as direções, vindos da esquerda e da direita. Se servissem para algo, logo viriam os que gostam de pisar no tomate. Em ovos, pisamos nós.

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Marli Gonçalves, jornalista – Precisamos rever nossas armas. Antes que o façam

Capa do jornal OEstado Ce


A Opinião de Carlos Heitor Cony

A raiz dos ódios

- Segundo os entendidos, são mais de 8.000 anos do predomínio dos homens no planeta Terra. Pelo calendário gregoriano, são 2017 anos que o cristianismo, religião dominante no Ocidente, prega a igualdade entre os seres humanos, condenando a violência, o racismo e a superioridade de uma raça sobre a outra.
Infelizmente, o atentado desta semana em Barcelona mostrou, mais uma vez, que a humanidade pode superar a brutalidade de certos animais. Nesse particular, tivemos recentemente os casos mais dolorosos da raça humana: o Holocausto nazista, a tragédia de Guernica (na própria Espanha) e os diversos atentados em várias cidades e regiões do mundo em pleno século 21.
Praticamente a cada ano uma grande cidade é devastada por criminosos que, invocando deuses e territórios, colocam a raça humana no mesmo nível dos animais ferozes. O atentado atribuído até agora ao Estado Islâmico é uma prova de que estamos longe de uma sociedade justa. O noticiário desses dias cita os detalhes da carnificina em Barcelona, que se somam às barbaridades de Londres, Nice, Estocolmo, Berlim, Paris, Bruxelas, Munique, Manchester e outras cidades que consideramos civilizadas.
Nesta semana, os atentados de Barcelona e Charlottesville, invocando a supremacia de uma raça sobre outra, demonstram que em pleno século 21 a sociedade humana não aprendeu nem quis aprender os fundamentos básicos da fraternidade que tornariam o mundo mais justo e digno.
Não adiantaram o sonho de Martin Luther King, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi e Jesus Cristo. Com lamentável periodicidade, somos obrigados a admitir o bárbaro estágio em que ainda vivemos.
Infelizmente, o atentado em Barcelona nesta semana não será o último. A raiz dos ódios não foi extirpada dos corações humanos.

Opinião

Ex-partidos


Pedro Ladeira/Folhapress
Sessão no Congresso da comissão da reforma política, que discute alterações nas regras eleitorais
Sessão no Congresso da comissão da reforma política, que discute alterações nas regras eleitorais



Não se equivoca o deputado Guilherme Mussi (PP-SP), ao dizer que seu partido segue uma tendência internacional ao optar por mudança de nome e de qualificação.
O Partido Progressista deixará de se chamar "partido" –e alguns poderão perguntar se alguma vez chegou a sê-lo. Será, ou serão, o Progressistas, simplesmente.
Prefere-se o plural, mera menção a uma vaga semelhança de vontades individuais. Foi esse o caminho adotado, já há tempos, pelo antigo PFL, o Partido da Frente Liberal, que agora é conhecido pela denominação de DEM (os Democratas).
Internacionalmente, como bem se sabe, o espanhol Podemos (que já dispõe de homônimo no Brasil) representa um desejo de renovar os costumes políticos que se insurge contra a habitual estruturação partidária e programática.
Reflete-se ali a tentativa de manter as características mais fluidas de um movimento social, em detrimento do talvez inevitável processo de institucionalização.
É que, em toda parte, vem ocorrendo uma crise na própria ideia de representação política. Primeiro, porque os slogans e programas partidários tendem rapidamente a indiferenciar-se quando se tomam medidas econômicas em geral impopulares, mas necessárias.
Em segundo lugar, porque a fragmentação da sociedade em número cada vez maior de interesses corporativos, geracionais, regionais e culturais conflitantes torna ultrapassados os antigos fundamentos de classe e de passado histórico que davam a cada agremiação uma fisionomia inconfundível.
Tais fenômenos contribuem para explicar o que se passa no ambiente europeu. O caso brasileiro, como não podia deixar de ser, agrega particularidades que o distanciam de um esquema modelar.
A mudança no nome de partidos atende menos a novas realidades sociais e mais à tentativa oposta: a de manter os mesmos vícios sob outro rótulo. O DEM, que já foi PFL, e o PP, que será Progressistas, nasceram da antiga Arena, o partido que sustentava o regime militar, depois batizado de PDS.
Igualmente desacreditado nos dias de hoje, o PMDB cogita voltar ao nome dos remotos tempos em que era oposição: MDB, sem o enganador "partido" a pesar na sigla.
Rede e Solidariedade já constituem agremiações com semelhante característica gramatical. Não se sabe como denominar seus membros: redistas, solidários?
Quem sabe muitas legendas devessem por aqui adotar um nome único: Partido do Poder. Economizariam no marketing e nos custos, tão altos, aliás, de campanha. 

Editorial da Folha de São Paulo

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