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Fifa tem controle de estádios, mas repassa conta de R$ 1 mi com limpeza para Governos

Marcus Alves, de Brasília (DF), para o ESPN.com.br
EFE/CHEMA MOYA
A Fifa mantém controle total dos estádios desde o fim de maio
A Fifa mantém controle total dos estádios desde o fim de maio
A Fifa assumiu a chave dos 12 estádios da Copa do Mundo a partir de 21 de maio, restringiu o acesso somente a pessoas autorizadas, mas não vem bancando sozinha os gastos em seu período de uso exclusivo. Uma conta de mais de R$ 1 milhão sobrou para os representantes locais em custos que passam pela manutenção da estrutura e chegam até a limpeza geral.

Com a competição ainda em andamento, nem todas as sedes contam com uma estimativa do total a ser desembolsado com essas despesas.
O acordo para o fornecimento desses serviços faz parte do ‘Host City Agreement', contrato assinado por cada uma das cidades ainda em 2007 e negociado diretamente com seus governantes para receber a Copa.
"Estava programado isso. Fazia parte de nossas obrigações. O custo da energia elétrica, por exemplo, fica com a Fifa. A minha parte é a área operacional do estádio, pagamos a limpeza, os reparos e mantivemos um batalhão de funcionários", afirma o secretário da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa) no Mato Grosso, Maurício Guimarães, ao ESPN.com.br.
Segundo ele, os gastos com o período Fifa na Arena Pantanal foram de cerca de R$ 1.300 milhão.
A situação chama a atenção porque o controle de estádios e centros de treinamentos ficou totalmente a cargo da entidade máxima do futebol, gerando até mesmo um constrangimento inicial relatado à reportagem por funcionários - inclusive, de alto escalão - que enfrentaram dificuldade para seguirem desenvolvendo seus trabalhos em suas salas internas.
A cada consulta a membros dos Governos, também é informado que a responsabilidade pelas arenas é toda da Fifa.
A despesa com limpeza é apontada como a responsável pelos gastos elevados. Nem todas as sedes assumiram.
A Prefeitura de Curitiba bateu o pé e não aceitou.
"Eles tentaram nos convencer, mas não poderíamos contratar um serviço para um estádio privado. É um cenário diferente daqueles que estão com o poder público", explica o secretário municipal de Copa e urbanismo de Curitiba, Reginaldo Cordeiro.
"Ficou, assim, então: como eles quiseram receber as obras da Arena da Baixada em cima da hora e o Atlético-PR não conseguiu a última parcela de R$ 6,4 milhão da Fomento (órgão financeiro do Estado), o COL (Comitê Organizador Local) acabou fechando por praticamente R$ 350 mil a limpeza de entulho e a Integrador (empresa privada contratada por licitação) realizou por R$ 200 mil a limpeza fina", completa.

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