sábado, 12 de agosto de 2017

Rachadim rachadim e o Galego odiado pela paulistada


Vídeo em que PSDB admite 'erro' cria novo racha entre tucanos


Marcos Oliveira -
O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), em Brasília
O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), em Brasília

Um vídeo em tom de desculpas, divulgado na terça-feira (8) pelo PSDB, gerou um novo racha entre os tucanos.
O presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE), foi bastante criticado durante reunião da executiva da sigla nesta quarta (9), em Brasília. O tema dominou o debate, que se estendeu por mais de quatro horas.
O vídeo de 30 segundos divulgado na terça antecede um programa partidário do PSDB que terá duração de dez minutos e será divulgado no próximo dia 17. A ideia de Tasso é de construir até semana que vem uma narrativa de que a legenda deve se desculpar com o eleitor.
A ala de tucanos que defende a permanência da sigla no governo Michel Temer foi a que mais reclamou no conteúdo da inserção divulgada na terça, em que o narrador diz que o PSDB admite ter cometido "erros". Contudo, parte dos que querem o desembarque também expressou opinião contrária ao vídeo.
'AUTOCRÍTICA'
"O PSDB errou e tem que fazer uma autocrítica. Não adianta pedir desculpas", diz o texto divulgado em uma inserção que apresenta, ao mesmo tempo, fatos importantes para a história da sigla, como o Plano Real. Os acertos foram narrados com ressalvas apontadas por um cidadão. Por fim, a peça diz que, apesar dos bons feitos, o partido "agora errou".
Apesar do tom de autocrítica, a peça de 30 segundos não aponta nenhum erro específico, mas deixa em aberto a possibilidade de referência às acusações que pesam contra parlamentares tucanos. Entre eles está o senador Aécio Neves (MG), flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, e alvo de uma denúncia por corrupção e obstrução de Justiça.
Além de criticarem o tom de mea culpa apresentado no vídeo, tucanos falaram em incoerência no discurso. Entre os acertos, o PSDB fala em "apoio" à luta pelas Diretas Já e ao processo de anistia. Para um senador, os trechos configuram "erro histórico" já que o PSDB não existia como partido à época desses acontecimentos.
Durante o encontro, Tasso foi cobrado a modificar o tom do programa de dez minutos que vai ao ar na próxima quinta-feira (17).
Um tucano criticou a narrativa construída pelo senador cearense argumentando que soa incoerente o partido falar em erro já que é o principal crítico dos 14 anos do PT no poder.
O tom da reunião mostra uma divergência em relação às falas de Tasso e Aécio, presidente licenciado do partido, de que as divergências internas no PSDB foram "superadas".
"Existe um esforço para se unir", afirmou o deputado Pedro Cunha Lima (PB). "Mas é preciso admitir que existe uma divisão de pensamento no PSDB hoje", disse o parlamentar, que defende o desembarque do governo.
APOIO
Ao sair da reunião, Tasso minimizou a divisão interna do partido e afirmou que não se arrepende de ter defendido o desembarque do governo de Michel Temer.
O partido mantém quatro ministros na gestão do peemedebista, mas deu 21 votos pela abertura da denúncia contra ele no plenário da Câmara. "O partido está unido, mas o partido não tem dono, aqui as coisas são decididas democraticamente e nas discussões aparecem sempre opiniões divergentes."
Mais cedo, Aécio havia afirmado que a questão do desembarque ou não do governo Temer está "superada".

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